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Por que as escolas devem trabalhar a representatividade através de coletivos?

A escola é um local de aprendizado e de desenvolvimento pessoal das crianças e dos jovens. Para isso, a equipe precisa estar alinhada com as personalidades e características de seus alunos a fim de trabalhar a representatividade presente tanto dentro quanto fora da escola. Os coletivos têm sido uma maneira de abrir espaço para que as crianças e os jovens possam se expressar.

Um coletivo é um formato de grupo que, normalmente, se une por causa de um motivo em comum, como questões relacionadas ao feminismo, cultura negra e demais dilemas sociais. Sem a influência da equipe pedagógica, os coletivos ocorrem de uma maneira paralela aos tradicionais grêmios escolares, visto que o primeiro é formado pela união de pessoas que defendem uma causa em comum e de forma horizontal, enquanto que o segundo é estruturado por meio de cargos, chapas e eleições.

A importância dos coletivos e da representatividade nas escolas

As crianças e os jovens precisam se desenvolver como pessoas e para isso é essencial que tenham bons exemplos para se inspirarem. Quanto mais diversidade houver em uma mesma sociedade, melhor é para quem está buscando referências de pessoas parecidas consigo e que tenham as mesmas vontades, gostos e que defendam a mesma causa.

A representatividade é um assunto cada vez mais discutido justamente por ser uma maneira de apresentar para as crianças e para os jovens que eles podem ser quem quiserem e que é possível encontrar pessoas semelhantes, com as mesmas causas e opiniões.

Na escola, a representatividade tem sido trabalhada por meio dos coletivos. Esse formato de grupo está conquistando seu espaço no ambiente escolar por ser uma maneira de reunir alunos com os mesmos interesses, dificuldades e problemas para debaterem questões importantes na sociedade.

Assim, alunos com diferentes personalidades podem encontrar a sua voz no meio das demais. Existem coletivos que discutem, por exemplo, o feminismo e a luta contra o machismo, alunos LGBT que debatem o preconceito ainda existente, alunos negros que se reúnem para enfrentar o racismo, entre outros tantos grupos que buscam nos coletivos uma maneira de encontrar a representatividade.

Como a escola pode trabalhar essa questão

Várias escolas de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife já contam com coletivos organizados diretamente pelos alunos, sem que haja a interferência de professores e do gestor. Porém, também existem escolas nas quais os profissionais da educação não concordem com a iniciativa e são contrários à criação desse espaço.

Ainda que a criação de coletivos não seja algo obrigatório no espaço escolar, é importante ressaltar que esse ambiente de discussão entre os alunos pode ser bastante enriquecedor e uma excelente e importante maneira de debater questões presentes na sociedade, como as já citadas, e preparar seus alunos para encontrarem seus respectivos lugares como cidadãos que buscam formas de melhorar as comunidades nas quais vivem.

A equipe pedagógica precisa disponibilizar meios e possibilitar que seus alunos se sintam acolhidos no ambiente escolar para discutirem suas dúvidas, preocupações e causas de interesse em relação à causa que os une. Confira algumas simples maneiras de possibilitar que seus alunos e coletivos tenham espaço no ambiente escolar.

– Os professores podem discutir questões sobre preconceito, machismo e racismo durante um determinado tempo das aulas e incentivar que seus alunos se reúnam para continuar debatendo tais questões;

– O educador também pode participar das reuniões promovidas pelos coletivos e auxiliar os alunos nas buscas para solucionar as suas dúvidas e dilemas;

– A equipe pedagógica pode solicitar que palestras sobre feminismo, racismo e preconceitos sejam realizadas tanto por alunos dos coletivos quanto por pessoas conhecidas pela comunidade por sua relação com uma determinada causa;

– O gestor pode convidar os coletivos a encontrarem maneiras de conscientizar a comunidade ao redor da escola ao levarem o debate para as ruas e espaços públicos;

A representatividade precisa ser constantemente trabalhada para que os jovens reconheçam um modelo de personalidade em alguém parecido com eles. Assim, eles terão um exemplo de indivíduo presente na sociedade que lute pelas mesmas causas e interesses.

Os coletivos são uma maneira desses diferentes alunos se reunirem e discutirem o que os incomoda na sociedade e o que eles podem fazer para melhorar. É importante que as escolas e suas equipes pedagógicas criem oportunidades para que os alunos se desenvolvam como cidadãos ao explorarem assuntos de grande importância.

Como a sua escola trabalha a representatividade? Conte a sua experiência para nós nos comentários!

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