Como trabalhar as diferenças na escola e promover o respeito entre os alunos

Como trabalhar as diferenças na escola e promover o respeito entre os alunos

Sabemos que é papel da escola acolher e incluir todo estudante, independentemente de sua cor, classe social, gênero e orientação sexual. Entretanto, também sabemos que trabalhar com as diferenças entre os alunos é uma tarefa desafiadora.

Pensando nisso, nós buscamos, neste artigo, mostrar como pequenas mudanças de hábitos podem fazer uma grande diferença nas relações interpessoais entre os estudantes e entre todos os membros da comunidade escolar. Confira!

1.Promova a aceitação

Nem sempre é fácil explicar os sentimentos e as diferenças existentes entre os indivíduos. Para promover relações escolares saudáveis é preciso jogo de cintura e, acima de tudo, explicar para os estudantes que é preciso aceitar a realidade do outro e respeitá-lo.

Além disso, é necessário trabalhar com os pequenos a auto aceitação, explicando a eles que está tudo bem em se sentir e ser diferente e que isso faz parte de qualquer grupo, sem deixar de mostrar que ele não é o único a ter essa percepção.

2. Evite expressões e atividades excludentes

Algumas expressões fizeram tanto parte do nosso vocabulário que não nos damos conta do quão excludentes elas podem ser.

Frases como “não faça isso, se comporte com uma mocinha” e “não chore, você é um homem forte” são problemáticas, já que pressupõem que se espera comportamentos diferentes de meninos e meninas, o que não é – ou não deveria ser – esperado pela escola. Lembre-se sempre que “porque você é mulher” ou “porque você é homem” não são argumentos para impedir que um estudante faça algo ou se comporte de determinada maneira – está tudo bem que garotos chorem, da mesma maneira que está tudo bem as garotas chorarem, por exemplo.

Outra expressão que deve ser evitada é a do “lápis cor de pele” – já que os tons de pele são muitos e não há como uma única cor ser definida com esse nome. Ao evitar esse tipo de expressão, você garante que nenhum aluno se sinta incomodado ou diminuído por aquela cor não representar o tom da sua pele.

Seguindo essa mesma linha, é preciso se atentar às atividades promovidas em sala. Em uma tarefa sobre profissões, incentive que as garotas falem e estudem sobre engenharia, assim como é legal incentivar os garotos a estudarem sobre dança e moda, por exemplo. Com essa atitude, você demonstra que não há profissões para mulheres e para homens e, a partir disso, promove um maior respeito entre os alunos e garante uma visão mais abrangente sobre o mundo.

Além disso, busque também realizar atividades que não impliquem em trazer diversos materiais de casa, pois isso pode dificultar a participação dos estudantes com uma situação financeira não tão boa. Ou, ao menos, garanta que esses alunos terão acesso aos materiais de outra forma – com subsídio da escola, por exemplo.

3. Nas atividades, busque instigar o pensamento crítico e o questionamento

Há diversas maneiras de fazer com que todos os estudantes participem das atividades e não se sintam excluídos.

Busque explorar as diferentes realidades de cada aluno, fale sobre diversidade cultural, promova debates e discussões a respeito dos papeis de gênero e busque instigar os alunos a questionarem os valores e tudo o que está a sua volta.

As instituições de ensino são os principais locais para o debate de ideais, para o questionamento e a promoção das mudanças que ocorrerão no mundo.

A partir de uma educação libertadora é possível garantir o respeito às diferenças e um ambiente muito mais saudável para os alunos. Aposte nessas pequenas atitudes e veja a mudança acontecer na sua escola!

 

E na sua instituição? Em quais boas atitudes você aposta para promover o respeito entre os alunos? Já utiliza alguma das estratégias das quais falamos? Vai passar a usar alguma? Deixe seu comentário!

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