Alunos com restrição alimentar entenda como a escola pode acolher suas necessidades

Alunos com restrição alimentar: entenda como a escola pode acolher suas necessidades

Uma das principais responsabilidades da escola com seus alunos é a de fornecer uma alimentação saudável nos lanches e nas refeições. Essa questão deve ser garantida principalmente quando se trata de alunos com restrição alimentar, isto é, um caso específico de uma criança que não pode ingerir determinado ingrediente ou produto. Como a escola pode proceder para acolher seus alunos e suas necessidades específicas?

Separamos algumas medidas para que o diretor da escola e os professores saibam como acolher crianças com dietas restritivas, como portadoras de doença celíaca, intolerância à lactose ou diabetes. Confira a seguir.

– No período da matrícula, é importante que a escola solicite aos pais dos alunos com dietas restritas que enviem um atestado ou um diagnóstico comunicando quais são as causas, os sintomas e o nome correto da doença para que a escola possa estar preparada para dar o apoio necessário.

– Solicite aos pais uma ficha médica a fim de informar como os professores e a escola podem proceder no caso de uma crise alérgica, o contato de emergência e o medicamento que pode ser usado. Se possível, recomendar que os pais deixem com a escola um kit específico com a medicação permitida e instruções de uso.

– A relação entre a família e a escola deve ser bastante próxima no caso de um aluno com restrição alimentar, para que possam agir em conjunto e pensar em soluções para garantir o bem estar da criança. Uma iniciativa que a escola pode tomar é a de convidar a família para conhecer a cozinha, além da equipe de cozinheiros e a nutricionista.

– Os professores responsáveis pela criança com alimentação especial devem estar sempre atentos aos sintomas que a criança possa demonstrar e com o que ela ingere. Além disso, uma recomendação é a de que conversem com os outros alunos explicando que se trata de uma questão de saúde.

– A criança não deve ser excluída em nenhuma refeição. É importante que os professores saibam integrá-la com o restante dos colegas para não prejudicar a sua sociabilidade. Colocá-la para fazer sua refeição separada das crianças pode fazer com que ela desenvolva problemas de baixa autoestima, por exemplo.

– Peça para que a família compartilhe com a escola a lista de produtos que podem e que não podem ser consumidos pela criança a fim de saber exatamente quais componentes e ingredientes causam reação alérgica.

– A equipe responsável por preparar as refeições deve estar sempre atenta para usarem apenas utensílios que não estejam contaminados com os produtos alérgenos.

– Os professores podem elaborar um diário alimentar para que a família saiba exatamente o que foi consumido pela criança nos momentos em que estiver na escola, de forma que possam identificar juntos o que é capaz de causar crises alérgicas e o que não é.

– É importante que todos os funcionários da escola estejam cientes das condições alérgicas da criança para que saibam identificar seus sintomas e auxiliá-la. Além disso, é recomendável que os professores que tenham contato direto com a criança tenham noções de primeiros socorros. A escola pode preparar um “carômetro”, com a fotografia do rosto dos alunos, para facilitar a identificação por todos os funcionários.

Quanto mais informações forem compartilhadas entre a escola e a família, melhor será para a segurança e saúde da criança. Por isso, é importante saber das condições de alimentação e saúde de todos os seus alunos e certificar-se de que a escola está preparada para atendê-las em qualquer momento.

Você tem algum aluno com restrição alimentar em sua escola? Como faz para lidar com essa questão? Conte para nós nos comentários!

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